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A diferença entre pavimentação TSD e pavimentação CBUQ

A diferença entre pavimentação TSD e pavimentação CBUQ

As rodovias e autoestradas são fundamentais para o deslocamento de cargas em solo brasileiro. Não é à toa que o Brasil conta com uma rede de 1.720.700 quilômetros de estradas, sendo considerada a quarta maior do mundo.

A nossa malha viária é responsável por cerca de 61% das cargas movimentadas em todo território nacional. Esse número é significativo, pensando que se não fosse por essas vias, as cargas tenderiam a demorar ainda mais para chegar ou ainda correriam o risco de não chegarem a seu destino.

O que queremos dizer com essa observação? No simples fato de que a pavimentação das estradas é fundamental para que essas cargas cheguem nas mãos dos destinatários e consequentemente, nas casas dos brasileiros.

Existem diversos tipos de pavimentos, os mais utilizados em solo nacional é a TSD e a CBUQ. Você sabe a diferença entre elas?

Vem com a gente e descubra!

A história da pavimentação

É engraçado pensar que a pavimentação nasceu da urgência do ser humano de aumentar suas conquistas territoriais, seu comércio, sua cultura, sua religião, seu desenvolvimento em geral.

A Grécia é o berço de uma das mais antigas estradas já descobertas até hoje. Construída com pedra, ela data provavelmente do ano de 1.500 a.C. Apesar de não haver um registro preciso da primeira estrada pavimentada do mundo, é possível compreender que desde a invenção da roda na Mesopotâmia, o homem sentiu a necessidade em reforçar suas vias para facilitar o transporte de suas cargas.

Os romanos, entre o período de 400 e 200 anos a.C., voltaram seus esforços intensivamente na construção de uma rede de estradas com cerca de 75.000 milhas que acabou cobrindo todo o território do seu Império. Irradiavam de Roma 29 estradas que se conectavam com numerosas outras.

Um verdadeiro sistema com ramificações inteligentes que os levaram a conquistar novos territórios.

As primeiras ligas foram encontradas em escavações. Um mix entre argilas e areias em meio a blocos constituíram a origens dos ligantes, com espessura de 5 a 7,5cm podendo chegar até 60 cm.

A pavimentação TSD

O Tratamento Superficial Duplo, também conhecido como TSD, consiste na aplicação de ligantes asfálticos e agregados na pista sem uma mistura prévia e com compactação, resultando no recobrimento de pequenas irregularidades.

Seu método executado na pista tem camadas específicas de agregados e ligantes:

1) Aplicação do ligante asfáltico em base bem preparada;

2) Espelhamento do agregado após a aplicação do ligante;

3) Compactação, passo executado logo após o espelhamento do agregado.

O intuito dessa pavimentação é:

– impermeabilizar a infraestrutura do pavimento;

– propiciar revestimento antiderrapante;

– propiciar revestimento de alta elasticidade para acompanhar as deformações nas camadas inferiores.

A pavimentação CBUQ

O concreto betumoso usinado a quente, conhecido como CBUQ, consiste em uma mistura quente composta por agregados graúdos, miúdos e material de enchimento preparado na usina e transportado por caminhões específicos até o local para ser utilizado como:

– camada de regularização;

– base;

– regularização ou esforço de pavimento.

A fabricação do CBUQ e a mistura de seus componentes são sempre feitas após a análise do local, clima e aplicabilidade. Preparado diretamente nas usinas a altas temperaturas, seus agregados são milimetricamente calculados para que o revestimento chegue pronto ao local para ser rapidamente aplicado.

A diferença entre pavimentação TSD e pavimentação CBUQ

O que difere essas duas pavimentações são suas características técnicas, seus métodos de construção, conservação e manutenção. Enquanto a TSD tem sua mistura preparada diretamente na pista e aplicada em duas camadas de agregados e ligantes seguida de compactação, a CBUQ sai pronta das usinas para ser aplicada na pista sem nenhuma interferência em seu material. Seu revestimento atinge altas temperaturas ficando entre 150°C e 160°C durante sua aplicação. Ela possui 4 tipos de granulometria de dosagem: densa, aberta, uniforme e descontínua e sua matéria prima é o CAP (cimento asfáltico de petróleo).

A dosagem de CBUQ tem como objetivo obter e resultar: mistura adequadamente trabalhável, mistura estável sobre ações de cargas estáticas ou móveis, mistura durável com teor de asfalto adequado, baixa deformação permanente, mistura pouco suscetível à fissuração por fadiga e possuir vazios suficientes e não excessivos (Veggi & Magalhães,2014).

É importante frisar que ambas pavimentações têm os mesmos objetivos: propiciar conforto, segurança e economia aos usuários.

Quer saber um pouco mais sobre os pavimentos? Entre em contato com a gente.

Fontes: Veggi & Magalhães, Analíse Comparativa de Custos Entre Concreto Betuminoso Usinado a Quente (Cbuq) e Tratamento Superficial Duplo (Tsd), 2014.

Deboni, O. Revestimento asfáltico com tratamento superficial duplo: adesividade entre os ligantes estudados e os agregados de basalto, 2016.

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